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Criatividade nas estratégias digitais: o que a IA não faz (e talvez nunca faça) – RD Summit 2025

No palco do RD Summit, Walace Emrich trouxe um lembrete essencial: a criatividade não é um dom — é um exercício.

Desde criança, quando improvisamos brinquedos ou inventamos histórias, somos naturalmente criativos.

O problema é que, ao longo da vida, a rotina, os padrões e o medo de errar fazem a gente desaprender a imaginar.

E é justamente aí que mora o maior risco das empresas modernas: trocar originalidade por automatização.

A IA é criativa?

Essa foi uma das perguntas mais provocantes da palestra — e a resposta é um “sim, mas…”

A Inteligência Artificial simula criatividade, mas ela não vive o mundo. Ela processa dados, enquanto nós processamos emoções, experiências e contextos.

“A IA entende padrões. Nós entendemos pessoas.”

“Juntos, somos super criativos.”

A IA pode ajudar a conectar ideias, mas só o ser humano dá significado a elas. E é justamente essa mistura — dados + contexto, tecnologia + sensibilidade — que cria as campanhas mais poderosas.

Criatividade é método, não milagre

Walace lembrou que o processo criativo tem muito mais de processo do que de criativo. Ser criativo é testar, errar, repetir, se distanciar do senso comum.

A criatividade surge quando olhamos o óbvio de outro jeito. Quando combinamos o improvável. Quando temos coragem de fazer perguntas que ninguém fez.

“Não é sobre as melhores respostas. É sobre as melhores perguntas.”

Essa é a essência da inovação: questionar. Porque enquanto a IA busca padrões, o humano busca significados.

Pluralidade é combustível criativo

Quanto mais você conhece, mais conexões consegue fazer. Aprender algo novo todos os dias — mesmo que não tenha nada a ver com sua área — amplia seu repertório e torna suas ideias mais ricas.

“Quanto mais você conhece sobre um assunto, mais repertório você tem. Quanto mais assuntos você conhece, maior é seu repertório.”

A criatividade nasce da mistura de referências improváveis: um filme, uma conversa de bar, uma lembrança de infância, uma viagem, um erro que virou insight.

É por isso que Walace defende:

“Respeite o seu repertório. Ele é a matéria-prima da sua criatividade.”

Criatividade com estratégia

Entre tantos algoritmos e automações, uma frase do palestrante virou mantra entre os participantes:

“Criatividade sem estratégia é só barulho. Estratégia sem criatividade é só planilha.”

É o equilíbrio entre ambos que faz marcas se tornarem memoráveis — e negócios, sustentáveis. A IA pode ajudar a encontrar padrões, mas apenas a mente humana sabe o que emociona, convence e conecta.

O futuro pertence a quem entende de gente

O RD Summit lembrou uma provocação poderosa:

“No futuro, não vai vencer quem entende de máquina. Vai vencer quem entende de gente.”

E talvez essa seja a resposta definitiva à grande questão sobre a IA: ela pode gerar ideias, mas somente nós podemos gerar significado.

A criatividade é o que nos torna humanos. E é o que continuará sendo o maior diferencial das marcas — e das pessoas — em qualquer era.

Ser criativo é ser humano

A mensagem final de Walace Emrich foi simples e necessária:

“O que você vai fazer quando a Inteligência Artificial fizer tudo? Ser humano. Ser você.”

Na Comcriativa, acreditamos exatamente nisso. A tecnologia potencializa, mas é o olhar humano, curioso e empático, que transforma dados em histórias e estratégias em emoção.

Porque criatividade, no fim, é isso: conectar o que a máquina não vê — mas o coração entende.

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