Durante o RD Summit 2025, uma palestra roubou a atenção de quem trabalha com geração de demanda e marketing B2B: Fábio Monteiro, da Trammit, falou sobre o tema “Muito Além da Mídia Paga: o evento presencial como o centro da nova máquina de geração de demanda qualificada.”
E a mensagem principal foi direta:
“No fim do dia, é tudo sobre o comportamento humano.”
Enquanto os custos de mídia paga sobem 16% ao ano e a competição digital fica cada vez mais acirrada, as marcas estão redescobrindo o poder do contato real — aquele olho no olho que transforma interesse em confiança e confiança em negócio.
O novo equilíbrio entre digital e humano
Fábio explicou que o sucesso em geração de demanda hoje depende do equilíbrio entre três movimentos estratégicos:
- Estratégia digital → Volume
- Evento presencial → Conexão e autoridade
- Reunião online → Fecha a conta
A lógica é simples, mas poderosa:
- O digital faz o primeiro contato, amplia alcance e atrai o público certo.
- O evento presencial transforma esse público em relacionamento real, criando um ambiente de confiança e troca.
- E é na reunião online que o ciclo se completa — onde a oportunidade se transforma em venda.
Por que o presencial importa tanto?
Os números não mentem:
📍 82% das pessoas preferem eventos presenciais.
📍 77% passam a confiar mais nas marcas após interações face a face.
É nesse contexto que o evento deixa de ser apenas um canal de marketing e passa a ser um motor de negócios. Ali, o lead é aquecido do início ao fim, e a marca ganha algo que anúncio nenhum entrega: autoridade e empatia.
Como construir uma máquina de eventos que gera vendas
Fábio apresentou uma jornada que começou pequena e foi ganhando tração com o tempo — provando que é possível começar simples e evoluir com estratégia.
Case #1 — Meetup 2017
- Um evento informal, parceria com coworking, custo zero e divulgação nas redes sociais.
- Resultado: um projeto piloto com 20 pessoas. O suficiente para validar o formato.
Case #2 — Digital Leaders 2023
- Parceria com a RD Station, mídia paga e uma campanha de divulgação estruturada.
- Auditório premium, 160 pessoas e foco em autoridade e grandeza.
- O público? clientes, ex-clientes e leads em diferentes estágios do funil.
Case #3 — Digital Leaders Indústria
- Versão enxuta e nichada.
- 15 empresas convidadas a dedo.
- Foco total nas dores reais do segmento industrial — e em como solucioná-las.
Resultados:
- 5 levantadas de mão
- 3 propostas enviadas
- 1 fechamento em 30 dias
Case #4 — Digital Leaders Franchising
Parceria com franqueadoras referência no setor e divulgação feita em coautoria, somando forças. Resultados:
- 20 levantadas de mão
- 17 reuniões realizadas
- 14 propostas enviadas
- 2 contratos fechados (e expectativa de mais 4)
Pequenos eventos, grandes resultados — quando o foco é o público certo.
O antes, o durante e o depois: o ciclo completo do evento
Mais do que um dia de palestras, um evento é um processo de relacionamento. Segundo Fábio, ele precisa ser pensado em três fases fundamentais:
1. Pré-evento – O momento mais importante
- É aqui que tudo acontece, se errar nesta fase, o evento perde força.
- Escolha parceiros estratégicos: cada um investe e fortalece o todo.
- Defina temas e dores reais do público.
- Personalize convites e experiências.
“Se o pré-evento for bem feito, o evento já começa quente.”
2. Durante o evento – O showtime
Primeira impressão: encantamento. Conteúdo relevante e energia alta desde o primeiro minuto. O objetivo? Gerar a famosa “levantada de mão” — o sinal de que o público quer continuar a conversa.
Conexão: aproximação real.
Espaços como rodas de mentoria, coffee breaks e happy hours viram o palco onde nascem as melhores oportunidades. Porque, no fim, as pessoas compram de quem confiam — e a confiança nasce da convivência.
3. Pós-evento – O momento da conversão
Aqui mora o ouro, é onde o marketing vira venda real — se houver continuidade.
1) Entregar promessas
- O que foi prometido no palco precisa ser cumprido.
- Envie diagnósticos, materiais e propostas personalizadas.
2) Oferta e tempo
- A oferta especial não pode esperar.
- Velocidade de resposta importa.
3) Continuidade
- O que fazer com os leads que não compraram?
- Alimente o relacionamento: próximos eventos, novos conteúdos, follow-ups consultivos.
O pós-evento bem feito transforma um único encontro em um relacionamento de longo prazo.
Do digital ao handshake: a máquina que não para
No mundo industrial, em que vendas complexas exigem confiança e reputação, os eventos presenciais são muito mais que branding. Eles são o motor da credibilidade e quando integrados à estratégia digital, formam uma engrenagem perfeita: o online gera volume, o presencial gera conexão, e o comercial fecha a conta.
O futuro da geração de demanda é híbrido (e humano)
O RD Summit deixou claro: a nova geração de demanda não está só no tráfego pago, mas no toque humano. As marcas que entenderem isso primeiro vão dominar o jogo — porque vender, no fim, é sobre gente.
