Você pode ter o melhor produto, a melhor ideia ou o maior talento do mundo — mas nada disso importa se ninguém percebe.
Com essa provocação, Gabriela Prioli encerrou o RD Summit convidando marcas e profissionais a olharem para algo essencial: a comunicação não é vaidade, é sobrevivência.
Do talento à influência
Prioli começa com uma verdade que ecoou no auditório:
“Hoje em dia, não basta ser um bom profissional — é preciso também ser um influenciador.”
Mas não no sentido das redes sociais. Ser influenciador, aqui, significa ser capaz de inspirar, ensinar e mobilizar pessoas com o que você sabe e acredita. É transformar a competência em conexão.
Afinal, se você não comunica o que faz, alguém com menos preparo, mas mais visibilidade, vai ocupar o seu lugar de fala.
Os três maiores entraves da comunicação
Gabriela listou os principais obstáculos que travam nossa capacidade de se expressar:
- O vendedor de sonhos: o medo de parecer pretensioso ou falso.
- “Quem sou eu pra falar disso?” — a síndrome do impostor.
- “Não me escutam, eu não sou voz para esses ouvidos.” — a sensação de não pertencer.
E trouxe uma citação potente de Nietzsche:
“Não me escutam, eu não sou voz para esses ouvidos.” (Assim Falou Zaratustra)
Para ela, o primeiro passo da comunicação é o reconhecimento da própria voz. Ninguém fala para todos, mas todo mundo tem algo valioso a dizer para alguém.
O palco é o seu lugar
Prioli foi enfática:
“Para desenvolver sua comunicação, você precisa se convencer de que o palco é o seu lugar.”
E completou com uma boa dose de realismo:
“Má notícia: você vai precisar fazer isso várias vezes.”
A confiança não é um ponto de partida, é uma construção. Ninguém começa pronto — e justamente por isso é tão importante ocupar o espaço, mesmo sem ter todas as respostas.
O Método V.O.E: um guia para comunicar com propósito
A palestra girou em torno do método criado por Prioli, o V.O.E, que une autenticidade e estratégia:
V – Você
- O palco é o seu lugar.
- Ninguém começa pronto.
- Reconheça seus desejos e motivações.
O – Outro
- O outro não está preocupado com o que você quer — ele busca conexão e verdade.
- Escolha para quem você quer falar e quem você vai deixar para trás.
E – Entrega
- Qual é a sua trilha sonora? (Sua identidade e tom de voz.)
- Acredite na sua mensagem.
- Seja antes de parecer ser.
Comunicação é responsabilidade, não performance
Prioli reforçou que comunicação estratégica não é fingir o que você não é. É sobre ter responsabilidade com o discurso que você promove.
“Se não tiver conteúdo de qualidade, é efêmero.”
O discurso pode — e deve — ser adaptado ao público, mas sem perder a verdade. A essência continua a mesma, o que muda é a forma de se conectar com quem está ouvindo.
Ação: o ponto de virada
Encerrando sua fala, Gabriela trouxe uma metáfora simples e poderosa:
“O corredor não se torna um corredor quando termina uma maratona, mas quando coloca o tênis e sai pra correr.”
A comunicação segue o mesmo princípio. Você não se torna comunicador quando domina um palco — mas quando começa a falar, dia após dia, com propósito.
Comunicar é existir
A palestra foi um convite para parar de se esconder atrás do perfeccionismo e começar a mostrar o que você faz — com autenticidade e coragem. Porque no fim, como ela diz, “nada é brilhante se ninguém vê.”
Na Comcriativa, acreditamos exatamente nisso: estratégia e propósito só ganham força quando são bem comunicados.
Por isso, ajudamos marcas e líderes a encontrarem sua voz, construírem presença e transformarem influência em valor.
